Aqui estão os brasões originais das linhagens de alguns personagens que desempenharam papel decisivo na formação da nação brasileira.
Caminha

Paio Pais Caminha viveu em tempo do Conde Dom Henrique e fundou o mosteiro de São João de Neiva, no ano de 1100. De seu casamento nasceu Gonçalo Pais Caminha, por alcunha o Sapo, que fez uma torre a uma légua de Caminha, chamada a Torre de Dom Sapo. Deixou geração que continuou o apelido Caminha, entre eles o célebre escrivão da esquadra de Cabral.
Silva
Família das mais consideradas da Península Ibérica, descende de Dom Guterre Alderete, rico- homem, senhor de Alderete e da torre da Silva situada na aldeia do Alderete, freguesia de Cerdal, na região do Minho. Acompanhou o conde Dom Henrique de Borgonha e esteve na tomada de Coimbra pelo Rei de Castela. Tomou o nome daquela torre, e o transmitiu à geração que teve com sua esposa Dona Maior Peres de Ambia. José Bonifácio de Andrada e Silva teve participação decisiva na proclamação da independência do Brasil.
Fonseca
É uma das mais antigas famílias de Portugal, cujo apelido muito se divulgou. Dom Garcia Rodrigues, o primeiro da linhagem, chamou-se da Fonseca por ter senhorio deste lugar, o qual tomou aos Mouros, com seu irmão Dom Paio Garcia. Foi também senhor do couto de Leomil, por doação do Conde Dom Henrique. Casando, teve por filho Dom Egas Garcia da Fonseca, do qual descendem os deste apelido. O Marechal Deodoro da Fonseca teve papel destacado na proclamação da república do Brasil, em 15 de novembro de 1889, chefiando a nação juntamente com Floriano Peixoto nos primeiros anos da república.