Gusmão


                              




Figura esta família entre as mais ilustres de Espanha, provindo, por varonia, dos reis de Leão. Dom Ordonho I, rei de Leão e de Oviedo, e sua mulher, Dona Nuna ou Mumadona, foram pais de Dom Nuno, Infante de Leão, que se casou com uma filha de Dom Rodrigo II, Conde de Castela, filho de rei Dom Ramiro I e de sua mulher, Dona Urraca Paterna, de cujo matrimônio nasceu, entre outros, Dom Rodrigo Nunes, que fundou o castelo de Gundemaro, em Castela-a-Velha, em uma vila de seu sogro, Gundemaro Pinioliz, ao qual lhe deu o seu nome. Pretendem alguns escritores que este nome de Gundemaro se corrompeu em Guzmán, ficando o referido castelo por solar da família, de onde ela tomou o apelido. Dom Rodrigo casou com uma senhora de apelido Gundemaris, que lhe levou em dote aquela vila. Houve alguns filhos, sendo um deles Dom Nuno Rodrigues, que viveu nos reinados de Dom Afonso V a Dom Fernando I, e de quem existem muitas referênias nos documentos até o ano de 1040. Dizem certos genealogistas que este Dom Nuno foi casado com Dona Ximena Ordonhes, filha do Infante Dom Ordonho e Dona Fronilda Pelais, enquanto outros asseveram que sua mulher era filha do rei Dom Bermudo II. Dom José Manoel Trelles, na obra Astúrias Ilustrada, afirma que viu documentos pelos quais Dom Nuno Rodrigues fora casado com Dona Enderquina, cujos pais se ignoram. Foi Dom Nuno Conde de Astorga e teve diversos filhos. Seu sucessor foi um deles que tinha o seu mesmo nome, assim como o título de Conde de Astorga, consta como falecido na batalha de Sacrálias, pelo ano de 1086. Este Dom Nuno foi casado com dona Urraca Dias ou Elvira, filha do Conde Dom Diogo Nunes, fundador do Mosteiro de São Miguel de Espinosa no ano de 1033. Deste matrimônio nasceram Dom Álvaro Rodrigues e Dom Nuno Rodrigues, o primeiro dos quais foi rico-homem, senhor da Casa de Roa, casado com Dona Elvira Gonçalves, que também teve por marido a Dom Fruela de Trastamara. Este Dom Nuno Rodrigues, filho de Dom Rodrigo Nunes, foi também rico-homem e senhor de Guzmán e recebeu-se com Dona Elvira de Mançanedo, filha de Dom Gonçalo Gomes, senhor de Mançanedo. Morreu no ano de 1130, ficando de seu matrimônio Dom Rui Nunes de Guzmán, rico-homem, senhor de Guzmán no Campo de Roa, que ainda em 1194 confirmava privilégios. Recebeu-se com Dona Goda Gonçalves de Lara, filha de Dom Gonçalo Nunes de Lara e de Dona Goda Gonçalves Salvadores. Parece que este Dom Rui foi o primeiro que usou o apelido de Guzmán e dele proveio larga descendência, sendo um de seus filhos pai do glorioso São Domingos de Guzmán, fundador da Ordem dos Pregadores. Esta família passou a Portugal diversas vezes, mudando o apelido para Gusmão, e por lá foram para casar com muitas outras. Dom João Ribeiro Gaio, Bispo de Málaca, fez-lhes os seguintes versos:

Um cavaleiro bretão
Que se ajuntou a esta gente
Misturou este brasão
O Que não foi diferente
Da gótica geração
Gusmão quer dizer nobreza
Em arabigo e em vulgar
Godo magno e com certeza
Pais dele e o solar
De Torralva, em Tropeza.

 


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