Heraldista Sandra Wienke Tavares


Fazer uma árvore genealógica é uma tarefa tão complicada quanto apaixonante e, diria até, viciante. Isto acontece por várias razões: somente no século XIX o registro de sobrenome tornou-se prática na Europa; no Brasil, somente a partir de 1916, com a introdução do Código Civil, foram estabelecidas regras para transmissão dos sobrenomes.

Na Europa da Idade média não se costumava utilizar um mesmo nome para identificar linhagens familiares. A identificação individual era dada por fatos relevantes da vida de uma pessoa, local de nascimento ou moradia, características ligadas à sua profissão ou mesmo características físicas. São exemplos os seguintes nomes: Machado, Sartre, Monteiro, Schumacher, Fischer, Galicia, Viñas, De Lucca.

Quando da mudança da família de um país para outro, costumavam ocorrer muitos problemas de transliteração, que é a reprodução de um nome da língua original para outra língua. Alguns são exemplos são Vetter para Fetter e Avasto para Abasto. Esse fenômeno ocorreu de forma intensa com os italianos e alemães que aportaram no Brasil, no século XIX. Muitos imigrantes adotaram sobrenomes portugueses ou de seres da natureza para evitar problemas com a pronuncia ou grafia, preconceito e perseguições de natureza política ou religiosa. São exemplos algumas linhagens de Pinheiro, Cordeiro, Coelho, Figueira.

Por tudo isso a idéia de fazer genealogia pode inibir muita gente. Mas somente até que comece a pesquisa, pois após puxar o "fio da meada", a paixão se acende e não se consegue mais parar. Aquele fio pode ser uma foto antiga de família, um documento de casamento ou um brasão. Sim, o brasão pode ser um ponto de partida de grande importância para se começar um estudo genealógico, pois através deste símbolo familiar é possível descobrir datas, lugares, características familiares e títulos honoríficos, entre outros. Assim, afirma-se que a genealogia e a heráldica são ciências muito próximas.

Um grande número de brasões encontram-se em livros heráldicos, acompanhados de um pequeno histórico. Outros tantos encontram-se desenhados ou apenas descritos em termos heráldicos. Os primeiros podem remeter de imediato o pretenso genealogista da família a lugares, nomes completos ou possessão de títulos que podem ser rastreados. Os demais, mesmo não sendo acompanhados por descrição histórico-genealógica, podem ser estudados para que esclareça fatos da vida de um ancestral. Há brasões que contam, pelos seus símbolos e cores, um feito histórico e até mesmo desagravo que tornou-se sobrenome de família (Machado, Lacerda). Outros contém datas ou lema dentro do corpo do brasão, indicam se o brasão é oriundo de casamento (quartelado), se é de mulher (losango) ou de homem, de filho primogênito, se participou de determinada batalha (exemplo, Navas de Tolosa, em 1212), se o seu portador era ligado à igreja (esmalte púrpura), ou ao reino da frança (flor-de-lis), e outros.

A Heráldica Pelotense não executa estudos genealógicos, mas procurando unir a qualidade de produtos e atendimento da empresa com informações que interessem ao nosso cliente, disponibilizamos alguns endereços para que o apaixonado por heráldica continue seu trajeto pela história, desvendando a genealogia de sua família. Antes dos endereços, dois votos: paciência e boa sorte.


Sites para pesquisas genealógicas:

INGERS - Instituto de Genealogia do RS : www.ingers.org.br

Arquivo dos Mórmons - Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: www.lds.org.br e www.familysearch.org

Sociedade Genealógica Judaica do Brasil : www.cjb.org.br

Colégio Brasileiro de Genealogia : www.cbg.org.br

Arquivo Nacional : www.arquivonacional.gov.br

Genealogista Rubem Queiroz Cobra : www.cobra.pages.nom.br/genealogia.html


Heráldica Pelotense Ltda.

Unidade de Produção:  Rua Dr. Oswaldo Branco de Araújo, 70 - CEP 96085-355 - Pelotas-RS - Brasil 

  Fax 24 horas: (53) 3228-4486

Estamos na internet desde 1996!

Você é o visitante nº 1407758